lutas históricas, políticas, fronteiras, rancores, ditaduras, desigualdades sociais, fluxos migratórios, fraturas, dominações, diferenças econômicas, subordinação, separação de classes, egoísmo, decepção, desconfiança, medo, repressão, etc. diversos são os fatores pelos quais estamos tão distantes...
desislaciones é uma plataforma que se vincula a jovens artistas latinoamericanos, que se encontrem tanto na américa latina como em qualquer parte do mundo, com o fim de gerar encontros, espaços e processos de comunicação, intercâmbio, circulação de conhecimento, investigação, invenção, recoleção de relatos, experiências, experimentação, discussão, produção, des-produção e difusão.
desislaciones constroe seu nome a partir do verbo DESISLAR (em português DESILHAR), que significa “despovoar-se de ilhas”, “perder as ilhas”. desislaciones como metáfora de despojar-se de uma ilha, sair de uma ilha, atravessar ou apagar uma fronteira, sair de um território ou desterritorializar-se.
desislaciones aloja idéias, inventos, fantasias, liberdades, independências, utopias, sonhos guajiros, projetos que pareçam impossíveis, afetividades, etc. para provocar os desejados cruzamentos pelo desterritório latinoamericano.
arte jovem latinoamericana e seu potencial subversivo, inventivo... e suas diversas formas de apropiação e tergiversação dos códigos centrais.
latinoamérica como o continente em ebulição, aquilo que não se pode simbolizar...o impossível sujeito da modernidade, o espaço da arte da consistência logo de saber explorado... processos, fragmentos, ruas, escombros, carniças, fissuras,...sua problemática territorial, social, alimentícia, sanitária, local, periférica, descentrada...o apagamento, a dominacão, o incesto, o não-lugar.
desislaciones acredita na liberdade e em seu poder generativo...na diversidade de relatos, e em sua possibilidade de serem distintos contraditórios, ou ambivalentes.
desislaciones vê o intercâmbio como uma possibilidade de encontro com um outro, aonde mediante processos de transferência, recepção e apropriação se constróem novos processos de subjetivação, hibridismo, desterritorialização, invenção e desestabilização de cartografias em uso.